Seguros obrigatórios no transporte de cargas: o que mudou em 2026

O seguro deixou de ser apenas uma etapa contratual para ganhar espaço direto no controle regulatório do transporte rodoviário remunerado de cargas.
Em 2026, a ANTT avançou na integração eletrônica com as seguradoras para permitir a verificação automática das apólices vinculadas aos transportadores cadastrados no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas, o RNTRC.
O período de homologação do sistema começou em março, com previsão de utilização da verificação para inscrição e manutenção do registro a partir de julho. Serviços e Informações do Brasil
Quais seguros entram nessa discussão?
A legislação do transporte rodoviário de cargas estabelece seguros obrigatórios relacionados a diferentes riscos da operação.
Entre eles estão o RCTR-C, relacionado à responsabilidade civil do transportador por danos à carga decorrentes de acidentes; o RC-DC, associado a desaparecimento de carga; e o RC-V, relacionado à responsabilidade civil por danos corporais e materiais causados a terceiros pelo veículo utilizado na operação.
Cada proteção possui finalidade própria.
Por isso, tratá-las como se fossem uma única cobertura pode criar falhas na gestão de riscos.
O que aconteceu com o RC-V?
Em março de 2026, o Conselho Nacional de Seguros Privados alterou a regulamentação do RC-V.
A mudança esclareceu que a cobertura obrigatória se aplica quando o veículo estiver efetivamente em atividade de transporte de cargas. Serviços e Informações do Brasil
Em setembro, a SUSEP voltou ao tema e publicou esclarecimentos sobre as regras aplicáveis à operacionalização do seguro.
Isso mostra que o assunto continua relevante para transportadores, embarcadores, corretores e seguradoras.
Fiscalização está mais integrada
A mudança tecnológica da ANTT também merece atenção.
Com o intercâmbio automatizado de informações, a comprovação dos seguros deixa de depender exclusivamente da apresentação documental durante uma fiscalização.
Os dados podem ser confrontados eletronicamente com o RNTRC. Serviços e Informações do Brasil
Na prática, isso aumenta a importância de manter informações, apólices e registros consistentes.
Obrigação é apenas o ponto de partida
Cumprir a exigência regulatória não significa necessariamente que todos os riscos da empresa estejam protegidos.
Uma operação de transporte pode envolver características específicas de carga, percurso, veículos, terceiros, armazenamento e responsabilidades contratuais.
Por isso, a análise precisa separar duas perguntas.
A primeira é: quais seguros são obrigatórios?
A segunda é: quais outros riscos fazem parte da operação?
São questões diferentes.
Revisar proteção também é gestão
Mudanças regulatórias são um bom momento para revisar contratos, limites, coberturas e informações cadastrais.
Para empresas que dependem diariamente do transporte rodoviário, um problema com seguro não representa apenas uma questão documental. Pode afetar a continuidade da operação.
A integração da ANTT e os esclarecimentos recentes sobre o RC-V tornam 2026 um ano importante para essa revisão.
Na Lar Corretora, o trabalho com empresas do setor começa pela compreensão da operação para identificar obrigações e riscos que precisam ser analisados.
Sua empresa trabalha com transporte de cargas? Fale com a Lar Corretora e revise suas proteções.

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